Com o objetivo de fomentar o diálogo sobre clima e território e potencializar a participação de jovens na construção de ações de enfrentamento das mudanças do clima, o FunBEA, junto a outros parceiros, realizou a oficina “Acelerando soluções climáticas com a juventude”. Durante a São Paulo Climate Week 2026, cerca de 30 jovens se reuniram no Museu das Favelas, na capital paulista, para dialogar sobre identidade, pertencimento, financiamento, potências e desafios. 

Utilizando a metodologia da cartografia do imaginário, os Educomunicadores responsáveis pela dinâmica convidaram os jovens presentes a interagir com um mapa ampliado do estado de São Paulo. A ideia era que os participantes se reconhecessem naquele espaço a partir de memórias e lugares de afeto, histórias, trajetórias e pertencimento. O objetivo era incentivar o protagonismo dos jovens na construção de suas próprias narrativas e nos debates sobre território e mudanças climáticas, a partir de uma produção de conhecimento coletiva. 

“Na cartografia do imaginário o mapa nunca está pronto. O mapa sempre solicita que as pessoas construam ele e, diferentemente de um mapa comum da geografia que só indicamos localizações, trajetos, coordenadas, na cartografia do imaginário a gente referencia emoções, medos, afetos, ansiedades, lutas e resistências”, explica Rachel Hidalgo, uma das Educomunicadoras que mediou a oficina. 

Participantes interagindo com o mapa do estado de São Paulo durante a oficina. Foto: FunBEA

A metodologia foi um instrumento para facilitar o debate sobre o assunto proposto: território e mudanças climáticas pela perspectiva das juventudes. A presença de diferentes jovens fez com que os diálogos trouxessem uma diversidade de pontos de vista e experiências para temas como desigualdade social, garantia de direitos fundamentais, identidade caiçara, o papel da arte e da poesia e a importância do financiamento para os territórios.

“Quem sabe da favela é o favelado, quem sabe da periferia é o periférico, quem sabe da juventude somos nós. E nós precisamos que nossos territórios também estejam no centro quando a gente fala desse lugar de decisão, sobre decidir para onde esse recurso vai, de que forma, quanto vai, como ele vai ser gerido e quem vai recebê-lo”, disse Mahryan Sampaio, presidenta do FunBEA, durante roda de conversa sobre financiamento de iniciativas lideradas por jovens. 

A  oficina foi mais um exemplo de como o território, para o FunBEA, é prática metodológica. É a partir dele que são construídas nossas estratégias de mobilização e descentralização de recursos para o fortalecimento de comunidades. A escuta ativa, o diálogo, a construção coletiva e o conhecimento compartilhado são partes fundamentais de nosso trabalho. 

Oficina durante SP Climate Week. Foto: FunBEA