Série de cinco oficinas realizadas nas cinco regiões do Brasil reuniram representantes do Poder Público, de entidades não governamentais e do setor privado

A Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (ANPPEA) iniciou em março último uma série de cinco oficinas de formação em avaliação e monitoramento de projetos e políticas públicas de educação ambiental. O título das oficinas é “Formação de Formadores em Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas de Educação Ambiental de Transição para Sociedades Sustentáveis”.

Essas oficinas aconteceram em cada uma das cinco regiões brasileiras durante o ano de 2019 – Nordeste (25 a 27 de março, na Praia do Forte, Bahia ), Sul (22 a 24 de abril, em Foz do Iguaçu, Paraná), Centro-Oeste (22 a 24 de maio, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul), Sudeste (28 a 30 de maio, em Vitória, Espírito Santo) e Norte (5 a 7 de junho, em Belém, no Pará). Os resultados das cinco oficinas servirão como insumo básico para as reflexões a serem efetuadas no Seminário Nacional de Lançamento da Plataforma MonitoraEA-Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas de Educação Ambiental na Transição para Sociedades Sustentáveis, que acontecerá dia 13 de novembro em Brasília.

Nas oficinas, representantes do poder público, da sociedade civil e do setor privado atuantes na área de educação ambiental foram preparados para utilizar os 27 indicadores lançados em dezembro passado pela ANPPEA e coletaram informações que alimentarão a futura Plataforma MonitoraEA. A plataforma está sendo desenvolvida pelo Laboratório de Análise e Desenvolvimento de Indicadores para a Sustentabilidade (LADIS) do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE, que integra a Secretaria Executiva da ANPPEA.

“Construímos de forma participativa, ao longo de dois anos de trabalho pelo país, mais de 100 indicadores, dos quais 27 foram selecionados para compor a Plataforma. Realizamos os processos de formação de formadores, para que a ferramenta se torne conhecida e utilizada de modo a compor um banco de dados com informações espacializadas por região, estado e município sobre as políticas e ações na área da educação ambiental. “A plataforma será alimentada de forma colaborativa.”
Maria Henriqueta Andrade Raymundo, secretária executiva da ANPPEA e responsável pelo trabalho formação dessa articulação.

Como as oficinas se desenvolveram?

As oficinas eram iniciadas com uma mesa institucional, compartilhada por representantes da ANPPEA, parceiro local e do Poder Público, geralmente ligados às secretarias de educação e meio ambiente. Na Bahia, por exemplo, o parceiro local foi o Instituto Baleia Jubarte.

No segundo dia, atividades em grupo ajudaram os participantes a se conhecerem melhor e a conversarem sobre a atuação de suas instituições nas políticas públicas de educação ambiental. Tais experiências são relacionadas a alguns dos 27 indicadores de avaliação de políticas públicas de EA, pilar da futura Plataforma MonitoraEA.

Atividades à distância

As ações necessárias para o módulo de atividades à distância (16 horas) foram discutidas e definidas no terceiro e último dia da oficina. Participantes ficaram incumbidos de levar a seus estados e municípios a missão de reunir educadores e gestores para compartilhar os aprendizados do módulo presencial da oficina e preencher os questionários cujas respostas alimentarão a Plataforma MonitoraEA.