Secretária executiva do FunBEA dará oficina sobre Educação Ambiental no Contexto das Mudanças do Clima

Semíramis Biasoli, secretária executiva do FunBEA. Foto: José Matarezi

Semíramis Biasoli, secretária executiva do FunBEA. Foto: José Matarezi

A secretária executiva do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), Semíramis Biasoli, dará uma oficina sobre Educação Ambiental no Contexto das Mudanças Climáticas em Brasília (DF), nesta quinta, 15/9. A ação é promovida pelo Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/MMA), voltada para especialistas em Educação Ambiental e mudanças do clima.

O objetivo da oficina em que Semíramis atua como consultora do DEA/MMA é levantar referências teóricas e práticas do campo da Educação Ambiental e das mudanças do clima, bem como construir coletivamente proposições sobre conceitos, diretrizes, metas e estratégias de operacionalização, proposição de temas e indicadores para o financiamento de projetos da área.

“O fato, é que, segundo relato dos cientistas, a humanidade enfrentará algum grau de mudança do clima além do que já vem ocorrendo. As análises apontam que, se todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) fossem paralisadas hoje, os gases presentes na atmosfera (que demoram em média um século para se dissipar) ainda aqueceriam a Terra no mínimo em mais 1ºC até 2100 – além dos 0,70°C que o planeta já ganhou desde a Revolução Industrial”, explica.

Semíramis diz que, com o acúmulo de discussão existente sobre mudança do clima, com diversos matizes, leituras e análises, nota-se que a reflexão e a ação estão relacionadas à vida prática. “Isso significa que a atuação das pessoas e instituições, suas escolhas políticas e coletivas interferem significativamente no aumento da emissão de GEE. A mudança do clima é um fenômeno tão complexo que o cenário para o seu enfrentamento necessita do envolvimento da sociedade como um todo e na transformação do atual modelo de produção e consumo”, acrescenta.

A secretária executiva do FunBEA fala da importância da Educação Ambiental diante desse cenário, que precisa mobilizar e engajar os diversos setores da sociedade. “Para isto são necessários recursos. O financiamento para iniciativas relacionadas ao tema da mudança do clima existe, porém pouco é direcionado a projetos de viés educador, do campo da Educação Ambiental”, explica.

A proposta do DEA/MMA com a oficina é a de realizar um momento de diálogo e construção coletiva, contando com a presença de gestores/as públicos, educadores/as ambientais e profissionais com experiência no campo socioambiental, em interface com a Educação Ambiental e com a temática das mudanças do clima.

Está confirmada a participação no evento de representantes da Universidade de Brasília (UnB), do Fundo Clima, da Coordenação Geral de Gestão Socioambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da GIZ, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Fundo Nacional do Meio Ambiente, do Instituto Socioambiental (ISA), do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPP), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), da Agência Nacional das Águas (ANA), do Fundo Socioambiental Caixa (FSA Caixa), da Fundação SOS Mata Atlântica, da WWF Brasil e dos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social, da Educação e da Fazenda.

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