Inscrições para curso de especialização em ‘Educação Ambiental e Transição para Sociedades Sustentáveis’ da ESALQ seguem até 14 de novembro

Reunião de construção pedagógica do curso

Reunião de construção pedagógica do curso


Estão abertas até 14 de novembro as inscrições para o curso de especialização em “Educação Ambiental e Transição para Sociedades Sustentáveis”, que será realizado pelo Laboratório de Educação e Política Ambiental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Oca/ESALQ/USP).

Você já pensou em participar de um curso que busca mudar a realidade socioambiental do local em que você vive? Este será o caminho perseguido no curso de especialização em “Educação Ambiental e Transição para Sociedades Sustentáveis”. Através de um projeto de intervenção que será construído e implementado ao longo dos dois anos de curso (2017 e 2018), os participantes irão refletir, planejar, agir e avaliar as múltiplas possibilidades de intervir no ambiente que atuam. Este ambiente, ou território, pode ser uma empresa, uma escola ou universidade, o setor público, um bairro ou município, coletivos, movimentos sociais etc.

Com essa estratégia pedagógica, a Oca pretende exercer a práxis, isto é, o aprendizado com foco no intercâmbio entre a teoria e a prática. E por isso, fez a opção de utilizar a pedagogia da alternância como método do curso. A pedagogia da alternância compreende basicamente na realização de encontros presenciais (chamados de “tempo escola”) e atividades a distância (chamados de “tempo comunidade”). No “tempo escola” os participantes frequentarão encontros com aulas teóricas, práticas e de campo, além de vivências e dinâmicas. Já no “tempo comunidade” serão realizadas ações em grupos no ambiente em que se deseja intervir. A carga horária total do curso é de 560 horas, sendo 360 horas presenciais e 200 horas a distância.

Objetivo
O principal objetivo do curso é contribuir para a formação de profissionais que atuem na transição para sociedades sustentáveis, inclusive visualizando a possibilidade de intervir em políticas públicas. Nesse contexto, ao final do curso, espera-se que os participantes desenvolvam habilidades necessárias nas suas áreas profissionais para caminhar na transição para sociedades mais sustentáveis.

Por exemplo, no campo empresarial, espera-se a formação de quadro de colaboradores educadores socioambientais que auxiliem a empresa na construção de políticas internas e externas compromissadas com os valores humanos e com o meio ambiente e que sejam capazes de multiplicar o aprendizado na empresa e comunidade.

No campo das organizações não governamentais, o curso irá contribuir com a aquisição de conhecimentos cientifico, legais, organizacionais, filosóficos, artísticos (estético-expressivo) comunicativos, autoconhecimento, entre outros que potencializem a atuação cidadã e a incidência em políticas públicas.

Já no contexto dos órgãos públicos, busca-se a formação de funcionários e gestores que contribuam na idealização e materialização de projetos e ações que fortaleçam a área socioambiental, por exemplo, por meio de certificações e construção de políticas públicas de transição para sociedades sustentáveis.

Transversalidade
Para provocar e animar os participantes, o curso adotou a utilização de eixos transversais ao invés de disciplinas segmentadas. Os eixos são compostos por conteúdos que serão trabalhados ao longo do curso e servirão como orientadores para o aprofundamento dos estudantes em cada um dos temas. Os quatro eixos transversais são: utopia, espiritualidade e conjuntura; educação ambiental; intervenção e conhecimento científico e políticas públicas de transição para sociedades sustentáveis.

A construção pedagógica do curso que se iniciou em meados de janeiro de 2016, conta com profissionais de diversas áreas: administração, gestão ambiental, biologia, tecnologia ambiental, engenharia florestal, agronomia e pedagogia. Parte da equipe é composta por pesquisadores e integrantes da Oca ou parceiros que atuam no município com a temática.

O investimento para participar do curso é de R$ 507,38/mês. A inscrições devem ser realizadas pelo site ocausp.wix.com/cursos, que também disponibiliza mais informações. O e-mail para contato é ea.transicao@gmail.com.

O curso é coordenado pelo professor doutor Marcos Sorrentino, que é professor no departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP desde 1988 e coordenador da Oca. É ambientalista, pedagogo e biólogo. Fez as suas pós-graduações na área de Educação Ambiental. Foi diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (2003 a 2008) e militante de diversas redes, associações de cidadania, coletivos e articulações, representando-os em alguns períodos em conselhos e colegiados, no campo ambientalista e da Educação ambiental.

Marcos Sorrentino é o coordenador do curso

Marcos Sorrentino é o coordenador do curso


A seguir uma breve entrevista com Sorrentino sobre o curso:

Diante da crise civilizatória, quais caminhos você visualiza para a transição rumo a sociedades sustentáveis?
Os caminhos da participação dialógica crítica e conscientizadora, que potencializem o agir, o sentimento de pertença e identidade comunitária em busca de ideais do bem viver e da felicidade compartilhada. Eles podem contribuir para a compreensão crítica da atual crise civilizatória, socioambientalista e existencial e, ao mesmo tempo, planejar, de forma compartilhada, estratégias para a superação dos problemas em direção às utopias.

Planejar e promover tais caminhos de participação é o desafio primeiro para a transição em direção a sociedades sustentáveis.

Qual é o papel da formação continuada de profissionais neste contexto?
A formação continuada de educadoras e educadores ambientalistas pode contribuir, neste contexto, para a materialização do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA), em sua definição de que ela deve ser permanente, continuada, articulada e com a totalidade.

A formação de formadores (as) ou a educação de educadoras (es) tem papel central em processos que objetivam impactar políticas públicas comprometidas com transformações culturais.

Quais habilidades e conhecimentos os participantes poderão desenvolver ao longo do curso?
. Compreenderem o processo educador desde a utopia, filosofias e ideologias até o pedagógico e políticas públicas.
. Perceberem-se e assumirem-se como educadores ou educadoras comprometidos com a formação de educadores e educadoras comprometidos(as) com a formação de mais e mais e mais educadores e educadoras, até conseguir-se as transformações socioculturais, econômicas e ambientais desejadas.
. Analisarem crítica, histórica e contextualizadamente a problemática socioambiental e, dessa análise, retirarem elementos para o delineamento de propostas, para a escolha e realização de ações e avaliação das mesmas.
. Sentirem-se potentes para animarem, moderarem, liderarem, tutorarem e colaborarem com a realização de processos educadores socioambientalistas participativos.
. Conhecerem e analisarem criticamente as propostas da Oca e outras relacionadas aos fundamentos, objetivos, conteúdos, métodos e técnicas de Educação Ambiental.
. Realizarem projetos e processos de intervenção educadora ambientalista.
. Conhecerem criticamente o campo da Educação Ambiental, especialmente em suas interfaces com os da educação, ambientalismo, ecologia, agroecologia, soberania alimentar, filosofia, espiritualidade, gestão, dentre outros.

Como o curso pode contribuir para que as organizações representadas pelos participantes se tornem mais sustentáveis?
Estimulando os participantes a construírem projetos (e os implementarem) de pesquisa intervenção socioambiental educadora voltados a transformar a realidade de suas organizações e territórios nos quais estão inseridos.

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